Parece que há mesmo um sentido
envolvendo tudo, sim.
Sinto isso.
Mas sinto mais...
não descobri ainda, em mim, esse como e o porquê...


quarta-feira, 2 de março de 2011

A mesmice

O mundo ideal que nós buscamos, nos engana.
Tudo belo demais, tão calmo, suave e modorrento;
um time só, a mesma torcida mansa;
o jornal traz as notícias de ontem nas mesmas manchetes do ano passado;
escalar, rafting, rapel não pode. É perigoso.
tocar lira pode, mas que coisa antiga! parece tão chato...
A água do lago assim de longe é bela, mas de perto...

Arriscar-se;
O desafio;
O sair de si;
Crescer;
A busca;
O desacerto;
A caminhada...
O reencontro.

O aqui e o agora. Vida!

Mover-se é preciso?


http://br.answers.yahoo.com/question/index;_ylt=AgR1X6BxW5crlAAc7AzoWtHI6gt.;_ylv=3?qid=20110226052846AA8FAt3


6 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Alguns comentários adicionais às respostas de alguns que destaquei:

    [Ágape]respondeu:
    tão enfadonho que dormí zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

    E eu digo

    [Ágape], não durmas.
    Se dormes, te acostumas...E essa inércia
    pode te encantar um dia com o que te parecem os sonhos daí
    e o aqui ficará tão sem cor!
    E mais: tudo aquilo que não queres perder também dormirá.
    As rosas não falam, mas seu perfume e o viço evolam e esvanecem.
    É preciso a dinâmica do ser em si e a desperta atenção que o espírito provê.
    Abraços.

    [Alea] desfiou, em resposta:
    "A mesmice
    A sandice
    A velhice
    A ápice
    A niquice
    A súplice
    A beatice
    A chulice
    A lorpice
    A doidice
    A burrice.
    A sornice
    A bestianice
    A perrice
    A tredice
    A dúplice
    A sonsice
    A chatice
    A vaquice
    A pieguice."

    e o que posso dizer senão no mesmo tom?
    [Alea] (...jacta est)

    no que disseste
    há novidades
    vocabulares.
    Mas são tão lindas
    pois são infindas,
    dos desvendares,
    as claridades
    do que nós somos.
    O novo encanta
    e à alma imanta
    em poemidade,
    a felicidade
    onde nós a pomos.

    Abraços

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Olá, Malu

    Jardim, quem sabe, secreto nem tanto. É público.
    Mas há instrumentos de arrancar ervas daninhas se elas aparecerem.

    Não se acanhe por vir.
    Aos amigos e aos que prezamos só abraços são imprescindíveis.
    Pra convidar basta sorrir e olhar.
    Volte.

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  5. Olá Yesno!

    Sim, mover-se é preciso, senão ficamos mergulhados nos medos e não vivemos.
    Sabe... a gente tem que passar por um bocado de processos pré estabelecidos pra virarmos gente. Mas depois, quando então nos sentimos gente, é preciso sair da mesmice, usar um pouco de sandice pra chegar a velhice (ou até melhor, bem antes dela!), e poder olhar pra trás e poder dizer: sim, usei de pieguice, sandice,burrice, vaquice, chulice, chatice (e tantas "ices" mais) e agora, no ápice do SER de meu ser poder dizer: Eu vivi!
    Não fossem as "ices", teria subsistido.
    Até a mesmice, em algum momento de tolice, foi válida.
    Hoje não penso mais se é "ice", "aria", "iça"...., uso um coringa super hiper mega power plus master que chamo de "sei lá"!
    E tenho vivido muito bem! ....rs

    Um abração e parabéns pelo blog!

    Cerridwen

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  6. Caríssima Cerridwen

    Cada um tem uma avaliação da sua mesmice.
    Não é a mesma para todos.

    Por isso é que umas poções para uns são remédios e para outros, veneno.

    Mas a figura do desânimo, a aparência do tédio é tão desoladora que se parece com a visão de um deserto de sal. Olhe para a recortada fotografia: O que viceja nesse Atacama quando alguém deixa que ele invada todos os seus territórios?

    Obrigado por ter vindo.

    Tenho acanhamento em denominar isto de um Blog ao ver tantos outros ricos em conteúdos e cores.

    Penso que este se assemelha mais a um banco branco que tenho no meu jardim. Quando posso, o tempo deixa é lá que, entre o folhear de uns livros que leio ou releio, olho pro alto e disparo:

    -Sei que já estive por lá e voar... Voar é só um estado de ser e sonhar.

    Volte!

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